quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

PREFEITURA DE TARAUACÁ DOA 600 FRASCOS DE SORO FISIOLÓGICO PARA HOSPITAL DR. SANSÃO GOMES





A Prefeitura de Tarauacá, por meio da Secretaria de Saúde, doou 600 frascos de soro fisiológico e glicosado para Hospital Sansão Gomes de Tarauacá. O ato aconteceu nesta quinta-feira (15) e contou com a presença da Prefeita Marilete Vitorino.

Segundo a direção do hospital, a doação veio em boa hora e vai auxiliar no mutirão de saúde que acontecerá no hospital.

A Prefeita Marilete definiu a doação como uma das ações de incentivo à saúde do município no trabalho realizado pelo hospital local.

“Hoje temos uma equipe de médicos, enfermeiros e funcionários dedicados atendendo nossos pacientes no hospital e nós, da prefeitura, queremos nos envolver cada vez mais na saúde, buscando parcerias para tornar nosso hospital cada vez melhor”, disse a Prefeita Marilete.



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ASSESSORIA DE COMUNICAÇAO DO PREFEITURA DE TARAUACA

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Ex-prefeito de Jordão passa mal na Floresta próximo a divisa com o Peru e é resgatado pela defesa civil do Estado

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O ex-prefeito de Jordão ( município localizado a mais de 500 km de Rio Branco), Hilário de Holanda Melo, de 74 anos, passou mal durante uma romaria que fez ao santuário Nova Olinda.

O santuário de Nova Olinda fica localizada às margens do Igarapé São Luís, no perímetro rural do município Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá e próximo a divisa com o Peru.

Hilário de H. Melo estava acompanhado de sua esposa Lucimar Melo e de seu irmão Luís Melo, de 83 anos, empresário. Eles tinham viajado de barco pelo rio Jordão, a partir do município da qual ele governou, depois caminharam seis horas até chegar o local aonde pagaram suas promessas. 

No retorno, tanto o ex-prefeito quanto seu irmão passaram mal e chegaram a desmaiar. Uma das pessoas que acompanhavam eles na romaria veio a uma localidade aonde tem comunicação via rádio. De lá, foi comunicado a defesa civil estadual para fazer o resgate.

Equipes da Sesacre junto com a defesa civil, foram no helicóptero harpia 1 fazer o resgate. 

Hilário de Holanda Melo governou o município por três mandatos. Tendo sido o primeiro gestor da história política da cidade, de 1992 a 95. Depois voltou a governar por dois mandatos consecutivos: 2005/2008 e 2009 a 2012.

Segundo a socorrista do SAMU, o ex-prefeito e seu irmão, passaram mal devido o desgaste físico.

Conheça mais sobre o Santuário de Nova Olinda

Trata-se de um local onde os devotos “pagam” as suas promessas, deixando roupas, cordão e anéis de ouro, cabelo, milagres feitos de madeiras, caixas de fogos, etc. Chegando ao local, podemos encontrar uma misteriosa casa com cruzes e a sepultura dos dois irmãos. O local fúnebre fica à margem direita do igarapé São Luís, estes locais servem para armazenar as oferendas feitas pelos devotos.

Segundo o relatos de moradores mais antigos, residente das Rio Caipora e comunidades vizinhas, esse local é considerado milagroso, porque, certo dia três irmãos vindo do Ceará, foram limpar uma estrada para cortarem seringa. Nesse percurso eles foram surpreendidos por índios não civilizados, que atacaram os mesmos, deixando dois mortos e um ferido.

O terceiro irmão – que ficou ferido só escapou devido ter se escondido “enterrado” nas areia de uma praia de um igarapé. Nesse esconderijo, o mesmo fez uma promessa para São Francisco e assim, os índios não conseguiram encontrá-lo.

Após os índios terem desistido de caça-lo, o sobrevivente saiu a procura de ajuda no seringal Restauração (hoje Vila) para fazer o sepultamento de seus dois irmãos, aonde o patrão do referido seringal, chamou todos seus seringueiros para ir buscar os corpos.

Passando mais de uma semana, eles chegaram ao local onde seus irmãos estavam mortos. Eles constataram que os mesmos estavam com os corpos em perfeita conservação, como se eles estivessem morrido naquele mesmo momento.

Após essa constatação, sepultaram os dois irmãos em um mesmo túmulo à beira do igarapé São Luís. De lá para cá, Almas de Nova Olinda vem sendo um local considerado milagroso pelos seus fiéis. Até hoje, nessa sepultura, as pessoas rezam terços e acendem velas como forma de agradecimento pelo milagre acontecido em suas próprias vidas. 

Para os populares que frequentam esse local e acreditam nesse milagre, a água do Rio São Luís são consideradas milagrosas, aonde todos que vão até lá, devem se banhar, simbolizando um batismo, retirando todos os males que estão impregnados no próprio corpo. 


Blog Tarauacá Agora
Foto: Blog Thaumaturgo News

Tibagi espera receber 5 mil pessoas nos três dias de Festa da Melancia

Evento começa nesta sexta-feira (26) e continua até domingo (28), na região dos Campos Gerais.


Festa da Melancia começa nesta sexta-feira (26) e continua até domingo (28), na localidade de Serra Gaias, em Tibagi, na região dos Campos Gerais do Paraná. Nos três dias, a expectativa da organização é a de receber 5 mil pessoas. A entrada é gratuita.
Durante a festa, a melancia de 12 quilos é vendida a R$ 10.
A programação da Festa da Melancia inclui torneio de truco, na sexta-feira (26); e baile com a Marca Fandangueira, a partir das 23h de sábado (27).
No domingo (28), a festa começa às 12h, com a tradicional churrascada, seguida por show com o humorista "Vô Bastião", baile com Grupo Campeiro e torneio de futebol suíço. No último dia da festa, pedaços de melancia também são distribuídos para público.
De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Tibagi teve uma perda média de 40% na safra deste ano devido ao grande volume de chuvas. Mesmo assim, a produção chegou a 38 mil quilos de melancia por hectare.
Atualmente, são cerca de 300 hectares de área plantada em todo o município.
Veja mais notícias da região no G1 Campos Gerais e Sul.
g1

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Come cobra figura lendaria de Tarauaca

'Fico pensando em leis enquanto limpo privadas': a advogada que virou faxineira em São Paulo


Rosana da Silva se formou em direito em 1995 e trabalhou como advogada, mas nunca conseguiu retomar carreira depois de sair de escritório que processou por assédio moral; hoje, segura placa nas ruas oferecendo faxina.



Rosana da Silva exibe um pedido de emprego todos os dias na Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo. (Foto: Leandro Machado/BBC Brasil )

Todos os dias, a advogada Rosana da Silva, de 54 anos, senta-se em um banquinho de plástico em um cruzamento da zona sul de São Paulo e levanta uma placa de papelão com um anúncio: "Faxina. Sete horas. R$ 60."
Há quem pare e olhe, curioso. Há quem tire fotos e publique nas redes sociais ou anote o número dela para um serviço futuro.
Mas a trajetória de Rosana é mais complexa do que o pedido público de emprego: ela era secretária, ralou para pagar a faculdade de Direito e formou-se advogada, mas entrou em uma derrocada que a levou às ruas e à faxina.
"Quando conto minha história às pessoas que me contratam, a frase que mais ouço é 'não acredito'", diz ela, sentada na esquina. "Ou acham que sou doida, e não existe nada pior do que ser considerada doida", acrescenta.

Fracasso profissional

Ela se formou em Direito em 1995 na Unifieo, uma universidade particular em Osasco, na Grande São Paulo. Pagou o curso com seu salário de secretária, com a "dureza de gente pobre", nas palavras dela. Em seguida, conseguiu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com a inscrição 139416, número que ela cita de cor dez anos depois de ter abandonado a carreira.
Rosana da Silva está há dez anos sem pagar a anuidade da OAB, o que a impede de retomar a carreira. (Foto: Reprodução/OAB-SP )Rosana da Silva está há dez anos sem pagar a anuidade da OAB, o que a impede de retomar a carreira. (Foto: Reprodução/OAB-SP )

Os primeiros passos como advogada foi em um pequeno escritório que montou com amigos da faculdade. Depois, conseguiu entrar em uma banca de colegas renomados da área de Direito bancário, no centro da cidade.
Rosana conta que foi esse trabalho fez girar a espiral que a levou ao fracasso profissional.
"Nesse escritório, eu sofri assédio moral por parte dos dois donos. Me humilhavam: imagina você ser chamada de burra o tempo todo, de incompetente, de drogada. Foram três anos", afirma. Ela diz que nunca usou entorpecentes.
Rosana prefere que os nomes dos dois advogados não sejam citados nesta reportagem. Diz que processou os antigos patrões e que fez representações contra eles na comissão de ética da OAB-SP, mas nunca conseguiu vencer os processos.
Ela costuma carregar a papelada de algumas ações em sua mochila - tem medo de que eles desapareçam.
Procurada pela reportagem, a OAB-SP afirmou que não comenta casos que correm em sigilo.

'Todas as portas fechadas'

Rosana nasceu em Itanhaém, no litoral paulista, mas foi criada por parentes, longe dos pais. Sempre viveu praticamente sozinha e só retomou contato com um dos irmãos depois que ele viu uma foto sua na internet, há pouco mais de um ano.
Ela nunca mais conseguiu um trabalho como advogada depois que saiu de seu último escritório. Acredita que foi perseguida pela OAB, onde seus patrões tinham influência, diz. A instituição não comenta o caso.
Nada que Rosana fazia dava certo - tentou dar aulas, mas também foi demitida. "Em São Paulo, o mundo do Direito é muito pequeno. Você fica conhecida como a pessoa que processou os patrões, suas chances diminuem", conta.
Ela resolveu se mudar para Florianópolis, pois não encontrou emprego nem apoio em sua família adotiva. "Pensei: será que não estou tornando um problema pequeno em algo muito grande?", conta a advogada, que chegou a passar em psicólogos para entender porque sua carreira não deslanchava. "Achei que, se eu saísse de São Paulo, talvez conseguisse me reerguer."
Mas ela não conseguiu. O dinheiro acabou, o aluguel acumulou e Rosana foi viver nas ruas, onde ficou por sete anos.
Começou a fazer faxinas para conseguir comer. "Não sobrou mais nada para mim porque a sociedade fechou todas as portas", diz.

'Morro de fome, mas pago o aluguel'

Rosana precisa fazer dez faxinas de R$ 60 para conseguir pagar o aluguel do quarto onde mora, na zona sul de São Paulo. (Foto: Leandro Machado/BBC Brasil )Rosana precisa fazer dez faxinas de R$ 60 para conseguir pagar o aluguel do quarto onde mora, na zona sul de São Paulo. (Foto: Leandro Machado/BBC Brasil )
Rosana precisa fazer dez faxinas de R$ 60 para conseguir pagar o aluguel do quarto onde mora, na zona sul de São Paulo. (Foto: Leandro Machado/BBC Brasil )
Viver nas ruas não é algo de que Rosana se orgulha - ela costuma dizer perdeu sua cidadania quando deixou de ter um endereço fixo. "Como conseguir um emprego se você diz que tem 54 anos e não mora em lugar nenhum? As empresas têm uma cartilha de desculpas para não te contratar."
Foi por isso que ela criou a placa com o anúncio. Com ela, elimina-se qualquer questionamento sobre seu histórico - Rosana torna-se apenas mais uma pessoa em busca de trabalho.
Ela cobra R$ 60 por sete horas de limpeza - um preço baixo no centro expandido de São Paulo. O piso mensal dos trabalhadores domésticos na cidade é de R$ 1.140 por três dias de trabalho semanais, segundo o sindicato da categoria.
Rosana precisa fazer ao menos dez faxinas por mês para conseguir pagar o aluguel de um quartinho com cama, fogão e geladeira. Tem meses que não consegue - seu irmão costuma ajudá-la. "Eu morro de fome, mas pago o aluguel. Não volto para a rua de jeito nenhum", diz.
Esse medo se justifica: ela conta já ter enfrentado episódios de assédio e tentativas de estupro - uma vez, por exemplo, um homem invadiu a barraca onde dormia com uma arma, conta.
"Na rua, o homem te enxerga como propriedade", afirma. "Ele diz: 'como assim você está nessa situação e não quer nada comigo?' Cara, porque ninguém entende quando uma mulher decide viver sozinha?"
Outra dificuldade é escapar de uma rotina de violências e dependência de drogas vivida por parte de outras pessoas na mesma situação.

Voltar para o Direito

O maior sonho de Rosana é voltar a trabalhar como advogada. Mas ela está "suspensa" da OAB-SP porque deve dez anos de anuidade - cada ano custa R$ 997,30, dinheiro que a advogada não tem.
"Preciso de uma oportunidade de trabalho, apenas isso", diz, na calçada onde segura sua placa pedindo serviços de faxina.